Baixada Fluminense enterra R$ 310,3 milhões em resíduos recicláveis, revela estudo da Firjan

De acordo com o mapeamento, para que os resíduos pós-consumo tenham a melhor destinação possível, é preciso criar uma rede de infraestrutura e incentivar negócios que viabilizem a triagem e o beneficiamento.

Estudo calculou materiais que seguem para aterros sanitários. Foto: reprodução Curso CPT

Os municípios da Baixada Fluminense enterram anualmente mais de R$ 310 milhões em materiais que poderiam seguir o caminho da reciclagem e gerar recursos para o estado. Esse é um dos resultados do recorte regional do “Mapeamento dos Fluxos de Recicláveis Pós-Consumo no Estado do Rio de Janeiro”, realizado pela Firjan, com o objetivo de contribuir para o fortalecimento do encadeamento produtivo da reciclagem, estimulando a retenção de recursos materiais e econômicos, além da redução da sobrecarga dos resíduos ao meio ambiente.

O estudo, realizado com base em dados públicos oficiais de órgãos ambientais, investigou a trajetória dos recicláveis pós-consumo em todas as regiões fluminenses (ou seja, materiais que saíram do ambiente produtivo e tornaram-se resíduos após o uso final, provenientes tanto de domicílios como de geradores empresariais). A intenção é fornecer – aos investidores, gestores empresariais, formuladores de políticas públicas e outros tomadores de decisão – subsídios para a transformação do Rio em um estado reciclador e valorizador do material pós-consumo descartado. Além de evidenciar as perdas de resíduos para o ambiente, o estudo calculou a parcela de materiais que seguem para destinação em aterros sanitários, mas que poderiam estar sendo reaproveitados na região: 706,2 mil toneladas.

“Ao dividir o foco por regiões, percebemos algumas vocações específicas, como a concentração de empreendimentos do encadeamento produtivo da reciclagem na capital, na Baixada e no Sul Fluminense. Outras regiões do interior do estado, com menos expressividade em termos de empreendimentos formais, mostraram mais engajamento na segregação de recicláveis no momento da geração do resíduo. Precisamos explorar os pontos fortes de cada região e entender o que dá certo em um lugar que pode vir a funcionar em outro”, detalha Isaac Plachta, presidente do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da Firjan.

De acordo com o mapeamento, para que os resíduos pós-consumo tenham a melhor destinação possível, é preciso criar uma rede de infraestrutura e incentivar negócios que viabilizem a triagem e o beneficiamento. As recomendações, entre outras, são a criação de incentivos para a segregação do reciclável na origem, a desburocratização das atividades relacionadas à reciclagem, o desenvolvimento de ações para a formalização dos atores da cadeia da reciclagem e ações para atração de novos investimentos no setor.

Acesse o estudo completo aqui e confira os dados específicos de cada município da Baixada Fluminense.

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